Eu sempre considerei que o “eu te amo” é uma dessas declarações contundentes que, junto com “a bolsa ou a vida”, “eu sou seu pai” e “o prédio vai explodir em 5 segundos, Griggs!” não admitem nenhuma ou praticamente nenhuma réplica. Na verdade eu acho que a única réplica decente pra um “eu te amo” é um “eu te amo também”, e mesmo assim depende muito da situação e acaba tirando um pouco do poder da frase. Um “eu te amo”, quando bem dito, é teoricamente a expressão verbal máxima daquilo que você, naquele momento, sente por aquela pessoa, não sendo portanto algo sobre o qual se deva pedir explicação detalhada, justificativa, complementação ou mesmo batatinhas pra acompanhar. Mas vamos a alguns exemplos.

Um hábito irritante que algumas pessoas têm, principalmente em começo de namoro é responder a um “te amo” com um “quanto?”. “Quanto você me ama, amor? Muito?”. A isso quase sempre se segue ou uma “discussão” melosa (“te amo um muitão!” – “não, eu te amo um muitão maior!” – “não, eu te amo um muitão maior ao quadrado”) e que acaba desvirtuando totalmente o valor intrínseco da declaração. “Eu te amo” é algo que tem significado por si só, sem precisar ser quantificado como fome, sono, ou vontade de ir ao banheiro (“tô precisando ir ao banheiro, mãe!”- “muito?” – “não, eu espero você sair do banho, mas não demora!”), ou seja, se você ama alguém, você ama. Não dá pra amar um pouquinho ou amar pra caralho. Amar um pouquinho é “gostar” e amar pra caralho é ser grosso pra caramba e não saber se declarar pra alguém de forma educada. Amar costuma ser algo claramente notável, depois que acontece: você ama e pronto. Intransitivamente.

Outra réplica clássica é o  “sério?” ou “jura?”. Você, cheio de sentimento, apaixonado, debaixo daquela lua cheia, ao som de violinos (e odiando os violinos, mas tolerando porque não quer destruir um clichê tão bem montado), diz pra mulher da sua vida o primeiro “eu te amo”. Ela se vira e diz “sério?”. O que mais você pode fazer além de dizer “não, na verdade eu estava de sacanagem…te peguei!” e dar um peteleco na orelha dela? Não se brinca dizendo “eu te amo”. Se você fosse brincar diria “olha lá atrás de você!” ou “o que perguntaram pro cavalo quando ele entrou num bar?”. Se uma pessoa se anima a dizer uma coisa dessas ela provavelmente está falando sério, saiba.

A verdade é que a grande maioria das pessoas não sabe dizer e nem sabe reagir a um “eu te amo”.  Quando dizemos “eu te amo” quase nunca é planejado ou pensado. Você as vezes não diz isso naquela noite em que ela está linda e age perfeitamente e sim naquela noite em que ela vomita no seu colo e fica cantando o maldito hino do São Paulo na sua orelha, porque foi naquele momento que você notou que se podia tolerar uma garota agindo daquele jeito, só podia ser amor. Você não diz “eu te amo” logo quando ela diz, o que faz com que ela se sinta insegura e te odeie durante semanas, mas sim depois que ela faz uma ridícula imitação do Nemo do desenho pelo telefone e você percebe que achou aquilo uma das coisas mais lindas do mundo. Da mesma forma você pode reagir a um “eu te amo” com um “hein?”, um “ah, tudo bem, mas espera o intervalo do House que a gente fala mais sobre isso…” ou “por que?”, que não são exatamente exemplos de respostas legais pra ocasião. (Ainda que realmente não seja legal interromper uma pessoa vendo House, mesmo se for pra uma declaração de amor.)

Mas talvez seja nisso que esteja a graça da coisa. No inesperado, na confusão, no jogo de diferenças e mudanças, nas frases que não se encaixam, nas reações imprevisíveis, nas pessoas que não sabem o que dizer e nas pessoas que falam demais. Talvez por ser uma frase tão significativa, um “eu te amo” é uma dessas coisas que consegue dispensar procedimentos-padrão, definições de certo e errado e motivar musicais do Woody Allen. E claro, consegue me fazer começar o post todo irritado e terminar com uma conclusão repulsivamente fofa como essa…Me odeio nessas horas, cara…

Mas mesmo fofo e romântico ainda mantenho uma coisa: alguém que responde a um “eu te amo” com um “sério?” merece um tapão na orelha, no mínimo.

  • Rappers em todas as músicas: Uma tendência dos últimos dez anos na música mundial tem sido a inclusão de rappers em praticamente toda e qualquer música, de praticamente todo e qualquer gênero. Os rappers se tornaram para o mundo musical, em um certo nível, o que os advogados são para o mundo real: não dá pra fazer nada funcionar sem eles e quando um deles está com cimento até o pescoço o erro da cena é que falta mais cimento. Um clipe de música pop tem um rapper, um clipe de música romântica tem um rapper, um clipe de rap tem vários rappers e há alguns meses, quando minha mãe me forçou a ir numa missa, um cara começou a “mandar” uns versos no meio de um salmo cantado. E eu estou falando sério. Era o hip-hop gospel. E se ele tivesse sido mais audacioso e dito que ia se juntar com os manos pra derrubar as muralhas de Jerusalém ele teria inventado o gangsta-rap-gospel. Na frente da minha mãe!E das crianças!
  • Cantoras pop santinhas que resolvem subitamente pagar uma de…moças comunicativas e liberadas com opções morais que destoam do considerado correto pela sociedade conservadora: Isso acabou se tornando um tendência meio óbvia nos últimos tempos, quando um artista precisa estar o tempo todo se redefinindo para manter a atenção do público. Britney, Avril, Hillary Duff, Cristina Aguilera, todas começaram muito delicadas, santinhas, corretas e sérias. Até que precisaram se reformular e passaram a lutar semi-nuas na lama, engravidar, se drogar, se auto-intitular como “o anti-cristo”, brigar com a filha do Ozzy e coisas do tipo. Eu sinceramente ainda prefiro o conceito da Madonna, de começar toda…comunicativa…e com o tempo passar a escrever livros infantis, mexer com cabala e atrapalhar a carreira de bons cineastas.
  • Virgens: Eu sinceramente nunca achei que virgindade fosse um assunto relevante em termos musicais, não como trunfo midiático. Os Jonas Brothers são virgens? Cara, aposto que o pessoal da Fat Family também era, e daí? Eles têm, sei lá, 15 anos? 16? 17? Eu nessa idade era virgem também, apenas não gostava que isso fosse divulgado.
  • O cantor de voz fininha na música hip hop: Todo clip tem um rapper. E todo clipe de rapper tem um rapper de foz fininha. E esses “castrati” do hip-hop conseguem ser ainda mais irritantes do que os “bad asses” que cantam o resto da música. Ou seja, fica lá o cara fortão (ou o Akon) dizendo que é mau, que pega todo mundo, que atira em todo mundo, que pega todo mundo enquanto atira em quem não está pegando, e o carinha de voz fina fica no refrão repetindo alguma coisa que não tem lá muito sentido, mas de uma forma mais melodiosa. Exemplo: (rapper malvadão cantando) “I’m gonna kill muthafucka, kill muthafucka, kill” – (entra rapper de voz fina) – “aaaand soooo is the looooooveeeee”.
  • Jota Quest: Sério, eu não gosto de Jota Quest. E o fato de que eles vêm apenas fazendo versões vagamente diferentes das mesmas músicas não ajuda muito…

P.S: Peço desculpas ao Andrey, o único estudante de direito que frenquenta esse blog pelas constantes piadas envolvendo advogados. E peço mais desculpas ainda pelo fato de que…bem…elas não vão parar, cara…É mais forte do que eu, sério…

Como todos vocês sabem, eu moro em Viçosa, Minas Gerais, cidade universitária famosa por ser um antro de perdição, depravação, safadeza e pesquisa agropecuária (em ordem crescente de indecência). Mas conforme fui passando mais tempo na cidade, principalmente agora durante essa minha segunda passagem, fui notando que essa é uma concepção totalmente errada dos efeitos que Viçosa causa em seus moradores. Apelidos como “Viciosa”,“cidade-perereca”, “templo da perdição”, “capital mineira da puuuuu” e frases como “quando você chega em Viçosa o amor vai embora”, “a cervejada é mais forte que o sentimento” ou “quem ama não vai na Bartucada” realmente não condizem com a realidade. (ok, provavelmente essa sobre a Bartucada é mesmo verdade…). Viçosa, numa análise mais fria, está muito mais pra Paris do que pra Sodoma, muito mais pra “Sintonia de Amor” do que “Monella, a Travessa” e bem mais pra Tarcísio e Glória do que pra Alenxadre Frota e Márcia Imperator: em suma, Viçosa é uma cidade que te faz querer namorar.

Eu sei, eu sei, isso pode parecer esquisito diante de tantas festas, tanta pegação e coisas do tipo, mas se você tem algum amigo, conhecido ou parente que já tenha morado em Viçosa, com certeza ele namorou enquanto esteve aqui. Claro, curtiu alguns meses de festas, bebeu até cair, acordou no chão de uma república desconhecida (possivelmente até mesmo a República Democrática do Congo, se ele tivesse passaporte), mas isso foi apenas uma fase. Depois ele se acalmou, conheceu alguém e começou a namorar, com 90% de certeza. E se não namorou, ele pelo menos tentou com um relevante nível de afinco.

Mas por que isso? Bem, Viçosa é uma cidade universitária, ou seja, são milhares de jovens longe de suas famílias, a deixa perfeita para atitudes irresponsáveis e insanas, ainda mais num lugar onde acontecem festas durante todos os dias da semana, isso quando você não emenda duas festas no mesmo dia. Mas para a maior parte da humanidade, por maior que seja o ânimo para beber, zoar, passar noites em claro e ser detido pela polícia tentando roubar placas de trânsito, uma hora isso acaba causando um grave nível de estafa física e mental. (fora que costuma sair meio caro, ainda mais no caso da fiança por roubo de placa.) E o que te sobra para fazer quando você se cansa de festas e mora numa cidade cujo maior ponto turístico é um corrimão gigante*? Bem, aí surge o namoro.

Namorar se torna então uma opção econômica, social e emocionalmente viável: você passa a gastar menos com festas, bebidas e advogados e ainda ganha alguém pra fazer companhia, suprindo a família que está distante, o cachorro que ficou em casa e o playstation que seu irmão não te deixou trazer. E isso acaba valendo pra todo mundo, desde as pessoas mais românticas até as mais frias e calculistas, desde os solteirões inveterados até as garotas que já chegam em Viçosa namorando, todo mundo acaba achando alguém. Exemplo maior disso é a chegada dos ônibus de viagem na cidade, momento em que sempre se formam pelo menos 5 casais se abraçando e chorando diante da chegada do veículo. E aposto contigo, Viçosa é uma cidade tão romântica que pelo menos metade dos casais se formou naquela hora mesmo: a pessoa estava passando pela rodoviária, viu um ônibus chegando e se apaixonou à primeira vista pela passageira da poltrona 37, sendo que já carregou as malas pra ela e saíram de lá namorando. Romance é isso, criançada.

Mas antes que alguém pergunte: não, não estou namorando. E não, não vou namorar num futuro próximo, nem mesmo se minha vaga na Petrobras depender disso. Ok, ok, ok, se a minha vaga depender disso eu namoro, mas me recuso a ser apresentado aos pais.

*Alguém consegue pensar numa outra forma de descrever o balaústre?

Desde que eu me sei por gente a Globo é absoluta em termos de televisão aberta. Futebol é na Globo, novela é na Globo, jornalismo é na Globo (e filminho de sacanagem softcore é na Band, mas isso não faz lá muita diferença no ibope, acho), tudo é na Globo. Mas como diz um CD do Fatboy Slim, se eu sou o número 1 pra que me esforçar mais? E a gente nota que com o tempo a Globo não só parou de se esforçar como começou a partir pra mais descarada e insensata sacanagem.

Começou de leve, com algumas pequenas pistas. Primeiro os remakes de novela, o auge da falta de criatividade, já que, se mesmo as novelas novas têm exatamente as mesmas tramas, as novelas refilmadas atingem um novo ponto de referência em termos de total descaso em relação ao coitado que senta na sala pra assistir isso. Depois disso começou um certo descaso em termos de programação, seguindo a tendência mundial de produção de material nas coxas: os reality shows, que desempregariam milhões de roteiristas pelo mundo se as pessoas não precisassem de um roteiro pronto para serem elas mesmas. Aí ela começou a parar de se preocupar também com os esportes e outros canais abertos passaram a fazer transmissões com a mesma qualidade que a Globo sempre se gabou de fazer. Mas foi só nesse domingo que eu notei que a Vênus Platinada realmente chutou de vez o balde do bom-senso e entrou de cabeça no ramo das organizações que evidentemente estão de sacanagem com a gente, como o Detran, a OAB e o pessoal do Giraffas que uma vez demorou 35 minutos (contados) para me preparar um cheeseburger e me servir uma coca. Que veio morna.

Foi uma revelação em duas partes. Primeiro estou eu assistindo Flamengo e Botafogo, domingo, tranquilão na minha casa, quando o narrador e fanfarrão Luis Roberto informa que tem uma surpresa nessa transmissão. Eu, inocente e otimista, achei que seria um novo comentarista, um novo ângulo de câmera, alguma coisa desse tipo…Mas a surpresa era, e vou escrever em caixa alta para que todos possam ler sem problemas, a surpresa era que IRÍAMOS SABER A FREQUENCIA CARDÍACA DOS MASSAGISTAS DE AMBOS OS TIMES. Sim, dos MASSAGISTAS. Não dos técnicos, não dos médicos, não dos jogadores, não dos presidentes, e sim dos MASSAGISTAS! Sim, nós iríamos saber o quão acelerados estavam os corações dos homens responsáveis por afofar os jogadores que estariam em campo. A isso, em termos de jornalismo, só existe um nome que possa ser dado: sacanagem. Ou seja, a equipe de transmissão evidentemente está muito, mas muito de sacanagem para propor uma coisa dessas e nos considera um bando de manés para achar isso interessante. Mas, é claro, como diz o pessoal do Polishop, outro canal que trabalha na sacanagem, não é só isso!

Estou eu ainda me recuperando do choque de saber que a freqüência cardíaca do massagista do Botafogo quando eu ouço a chamada de uma das matérias do Fantástico do mesmo dia: “Priscila, ex-BBB vai as ruas para saber o que os homens acham das mulheres de perna grossa”. Sim, amigos, o Fantástico, que antes tentava (sem muito êxito) ser um programa jornalístico, também, assim como um kicker do Giants numa final de Super-Bowl, isolou o balde da dignidade a uma distância de 30 jardas e ainda fez a dancinha da comemoração em cima da linha de fundo. Ou seja, a sacanagem também domina as reuniões de pauta do programa, onde provavelmente todos chegam bêbados e discutem, pelados, se o assunto vai ser o tamanho das coxas de uma ex-bbb ou as mudanças nas regras da poupança, com o tema das coxas ganhando por 16 bunda-lelês a zero.

Mas isso desperta uma pergunta: qual será o próximo passo? Alexandre Garcia fará seus comentários de sunga e regatinha? William Bonner passará a se despedir dos telespectadores toda noite com um “é nóis mano, vida loca!” ? Arnaldo Jabor se tornará o responsável pelo jornalismo e todo programa será apresentado por um homem e um travesti? Será feito o sétimo remake de “Irmãos Coragem”, só que dessa vez com o Kléber Bambam no papel do diamante que é estilhaçado no final? Só o tempo poderá dizer. Mas é óbvio que certa estava o Sr. Sílvio Santos que, já anos atrás, notou que televisão aberta no Brasil não é um negócio sério. Estão aí as reprises de “Ó, coitado!” que não me deixam mentir.

*Atualização: corrigi o nome do Luis Roberto/Luis Ricardo/Paulo Ricardo/Paulo Roberto devido ao fato de que eu realmente me confundi por conta dos Duck Tales. Desculpem…

“Papai?”

“O que, Marcinha?”

“Como foi que você conheceu a mamãe?”

“Ah, minha filha, isso faz tanto tempo…”

“Ah, vai, pai, me conta!”

“Ok, filha…Foi numa festa…”

“Festa? Que tipo de festa? Uma festa de aniversário, papai?”

“Não, foi uma festa…festa-festa, festa mesmo.”

“Uma festa de boate, papai?”

“Não, era um tipo de festa que existia na nossa época…se chamava micareta…”

“Micareta? Nome engraçado! E como era isso de micareta?”

“Bem…humm…então…todo mundo se reunia, tocava música baiana e as pessoas ficavam lá…”

“Música baiana? Como aquilo que a tia Julia ouve, aquele tal de Caetano?”

“Não, filha, era outro tipo de música baiana…”

“Era bom? Canta um pouquinho pra mim?”

“Olha, filha, melhor não…A gente era novo, entende? Ouvia outro tipo de música, sabe?”

“Ah, pai, vai, canta!”

“Melhor não, filha, sério…”

“Canta! Canta! Canta!”

“Ok, ok, ok, só pára de chorar, pelo amor de deus…Tudo bem…Então…tinha uma que era assim…dança da manivela, dança da manivela, dança da manivela…”

“Só isso? Música boba, pai…Vocês iam lá por causa disso?”

“Na verdade não era bem por causa disso…”

“Era por causa do que?”

“Era porque…olha…filha…era porque todo mundo beijava todo mundo…”

“Beijava? Beijava como? Que nem eu beijo a vovó?”

“Não…que nem papai beija a mamãe…”

“Com a língua, pai?!”

“É, Marcinha…Com a língua…”

“Então você beijou a mamãe lá e ficaram juntos depois?”

“É, foi quase isso…Só que papai não beijou só a mamãe, entende?”

“Eu sei, papai também beija a vovó. Todo mundo beija a vovó no rosto. Até a Tia Julia, que disse que a vovó tinha que morrer…”

“Não, filhota, eu estou dizendo que na festa eu beijei mais garotas…”

“Você beijou mais garotas na mesma festa que beijou a mamãe?”

“E ela beijou mais rapazes também…”

“Como assim, papai? Na mesma festa você beijou a mamãe mas beijou outras garotas? E a mamãe beijou outros garotos? Como assim, papai?!”

“Olha, minha filha, era assim na época, sabe? E não foi só nessa festa…”

“Então…mamãe beijou um monte de garotos…num monte de festas? Mamãe e você iam em muitas festas?”

“Ah, a sua mãe ia em muitas festas…Muitas mesmo…E beijava muita gente…Muita mesmo…Depois você olha a caixinha de abadás que ela tem no armário…Na verdade sua mãe era até bem vagab—”

“O que é um abadá, papai? E vocês só beijavam?”

“Olha, Marcinha, quer saber? Esquece isso tudo…eu conheci sua mãe na missa, certo? Na missa, na hora da hóstia, aquele biscoitinho que dão pra gente…Agora vai pro seu quarto e continua vendo o maldito DVD da Barbie, ok?!”

Mr. Writer

Abril 17, 2009

Como vocês devem ter notado, as últimas semanas foram meio atribuladas pra mim. Quer dizer, atribuladas elas seriam se eu estivesse organizando um casamento ou perdendo o prazo pra um projeto, na verdade elas foram é uma merda mesmo. Mas como diz uma música bonitinha do Oasis “these are crazy days but they make me shine” (fofo, não? os Gallagher são fofura total, sempre disse) e eu resolvi aproveitar a nova perspectiva que as perdas, bebedeiras, brigas e horas olhando pro teto me deram pra tomar algumas decisões quanto à vida.

Uma dessas decisões foi a de levar certos aspectos da minha vida mais à sério, principalmente a literatura. (Quer dizer, na verdade só a literatura, o resto eu provavelmente vou deixar como está mesmo) E quando eu falo mais a sério é em termos de me dedicar mais ao que eu escrevo.

Não que eu escreva pouco, em termos de quantidade. Na verdade eu escrevo até bastante, mas de forma desorganizada, caótica e sem definir nenhum tipo de prioridade, começando e largando projetos, deixando de lado coisas que poderiam ser rentáveis ou ganhar algum destaque para me dedicar a outras tão bizarras que só vão servir pra que eu leia e fique rindo sozinho, algo por aí. Não que isso não seja muito divertido, mas eu acho que devo a mim mesmo e a algumas pessoas que confiam no meu potencial um pouco mais de responsabilidade com as coisas que eu escrevo. Claro, apenas um pouco, mas já é alguma coisa, não?

E decidi começar esse processo listando todos os projetos em que eu estou teoricamente envolvido, desde projetos pessoais como meu livro de contos que nunca sai até projetos coletivos como o Farrazine, projetos eternamente engavetados como os meus curtas com o Yuri, e projetos em dupla, como os curtas que e o Ronaldo Campbell ainda planejamos fazer ou as minhas HQs em parceria com o Diangello e o Dias. E bem…é muita coisa…Mas tendo isso listado vai ficar mais fácil priorizar o que está mais adiantado ou tem mais chance de realmente rolar, mas sem, é claro, deixar de lado as idéias absurdas e esquizofrênicas, que provavelmente nunca vão sair do papel, mas são as que quase sempre me deixam mais feliz.

Em suma, não é que eu vá desistir da minha mini-série em quadrinhos dando uma abordagem de comédia romântica ao tema dos mortos-vivos (sério, eu tenho 5 páginas de roteiro prontas e é uma das coisas mais legais que eu já fiz) ou do meu piloto de série dramática sobre um humorista de stand up gago que viaja no tempo pra impedir a gripe espanhola de matar os antepassados da única mulher que ele amaria na vida, nada disso. Eu apenas vou tentar priorizar projetos mais sólidos e mais recompensadores no curto prazo, como escrever pro jornal do Thiago e do Ulisses no Espírito Santo (se eles ainda toparem publicar algo meu), terminar “Tarantino”, uma história em quadrinhos do Justiceiro que eu e o Diangello fizemos há algum tempo atrás, concluir meu livro de contos pra começar a procurar uma editora e até mesmo tentar colocar em prática um projeto que haviam me proposto envolvendo transformar o Capitão Confiança em animação.

Mas claro, mais do que produzir, eu preciso aprender a divulgar. Afinal, qualquer pessoa que me conhece sabe que eu tenho sérios problemas em relação a expor as coisas que eu faço, primeiro pela minha timidez e depois porque a divulgação sempre foi uma atividade menos…instigante…do que a criação em si. Exemplo disso é o fato de “Sexo Mata” e “Perspectiva 2” ainda não estarem no Youtube e “Manuela” ter sido menos divulgada do que o cd novo do New Kids on the Block (vocês não adoram aquele clipe? é uma “we used to be boys but now we’re just bald dudes” band!) . Então eu decidi, ainda que o Diogo Mainardi diga que a divulgação de uma obra te leva a tomar as atitudes mais aviltantes do mundo, me dedicar mais a divulgar as coisas das quais faço parte. Afinal, se Van Gogh vendia os quadros dele na rua, o que eu posso perder sendo um pouco incômodo com muita gente para divulgar as coisas que eu escrevo? E porque só agora eu notei que me comparei com um cara que, mesmo sendo muito mais talentoso, morreu na miséria e sem uma orelha?

Então a primeira medida nesse meu processo de tornar minha produção mais metódica, palpável e divulgada é tentar resolver as pendências com o material já produzido. Ou seja, upar para a internet os curtas que eu já fiz (uma promessa tão antiga quanto…humm…pense em algo muuito antigo…e agora tente pensar em algo que veio antes…então, isso foi cinco minutos depois de eu ter prometido upar os filmes), tentar colocar “Manuela” disponível em sites de quadrinhos on-line e ser mais ativo na divulgação do Farrazine. E, além disso, também farei posts periódicos aqui no blog pra me obrigar a prestar contas a mim mesmo sobre o quanto estou me esforçando nisso e claro, obrigar vocês a fingir que estão interessados. Legal, não?

Bem, é isso. Vamos ver se eu consigo sair dessa com as duas orelhas. Até mais.

(P.s: Também queria agradecer a todo mundo pela força que vocês me deram aqui no blog. Desde o apoio moral até as dicas de filmes e músicas animadoras, vocês foram realmente muito legais e prometo não me suicidar ou virar emo. E claro, da próxima vez que eu for beber eu chamo vocês.)

(Este post é, infeliz e vergonhosamente, baseado em fatos reais)

Não beba sozinho. Beber sozinho algo além de um copo de uísque ou uma taça de vinho é uma das coisas mais deprimentes do universo. Fora que tira de você uma das grandes graças de estar bêbado, que é rir dos outros bêbados. E saiba, rir de você mesmo na frente do espelho se torna algo bem perturbador depois de uns 5 minutos. Perturbador estilo “Heath Ledger em Cavaleiro das Trevas”, pra deixar mais claro.

É sempre uma boa idéia esconder o seu celular antes de ficar bêbado, pra evitar que ele se torne uma arma em suas mãos com telefonemas equivocados. Uma boa idéia é escondê-lo em algum lugar de difícil acesso, que você ache que não vai alcançar depois de alcoolizado. Mas existe um problema: você vai tentar alcançar do mesmo jeito. E cair do alto do armário de costas não só é doloroso como causa ferimentos difíceis de explicar no trabalho.

Se você conseguir esconder mesmo o seu celular em algum lugar de difícil acesso, se certifique de lembrar que local é esse quando ficar sóbrio.

Esconda seus bichinhos de pelúcia. Dependendo do quanto você tiver bebido eles vão começar a falar contigo e, deus, esses malditos conhecem todos os seus podres e não têm medo de jogar na sua cara…Principalmente simbiontes alienígenas de pelúcia.

Não adianta telefonar pro serviço de quarto pedindo que tragam coisas como “sua mãe”, “sua ex-namorada”, “sua juventude” ou “um sentido pra sua vida”. Eles não só não conseguem trazer esse tipo de coisa como, se conseguissem, iriam cobrar o triplo de preço de mercado de cada item.

Nunca ouça o acústico do Eric Clapton se você estiver bêbado. Ele vai te deixar triste e solitário. Quer dizer, mesmo se você estiver sóbrio ele vai te causar isso. Ok, pro seu bem: não ouça o acústico do Eric Clapton.

Quando você tirar o acústico do Eric Clapton não coloque nenhum dos dois primeiros discos do Keane. São muito tristes também. E nem o terceiro, é “disco” demais e fica muuuito chato depois da faixa 3.

Dormir debaixo do chuveiro é uma dessas idéias que parecem boas na hora mas têm resultados ruins na manhã seguinte.

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Eu não sou um cara que saiba falar sério. Meu “senso de humor” não é charme, não é um traço de personalidade, não é algo que eu consiga controlar com um “on/off”. Na verdade ele está mais pra uma patologia, um mecanismo de defesa, acho. E eu realmente fico chateado com isso quando preciso falar sério. E hoje eu vou ter que pelo menos tentar. Eu perdi meu avô paterno ano passado, mais ou menos nessa mesma época do ano e admito que foi um baque e tanto. Eu sempre fui próximo dele e da última vez que nos encontramos tínhamos tido “a conversa” estilo “O poderoso chefão” em que ele passou pra mim a responsabilidade pela família, incluindo meus tios e meus primos, aquela coisa de que o neto primogênito se tornaria naturalmente o patriarca e tudo mais. Assustador. Ainda mais se você sabe como meus tios são. E ontem, no meio da tarde eu recebi a notícia de que meio tio Nilson, irmão da minha mãe, e que pra mim sempre foi praticamente um irmão mais velho, também faleceu.

Eu não sou um cara religioso ou mesmo alguém com fortes crenças espirituais. Eu sou bem lógico e frio quanto à vida após a morte, por exemplo. Eu não acredito em paraíso, reencarnação, sinceramente não consigo achar que nada disso seja verdade. Torço muito pra que seja, mas não acredito. Então eu não consigo o consolo de pensar que as pessoas de quem eu gosto foram pra um lugar melhor ou algo parecido, o que só me deixa a obrigação de lembrar delas e mostrar o quanto elas marcaram as pessoas que ainda estão por aqui. Por isso, para deixar claro que meu tio não vai ser esquecido e vai continuar existindo, pelo menos nos atos e na memória, eu vou fazer uma pequena lista com algumas coisas importantes que eu devo pra ele, que eu lembro sobre ele e que me ajudaram a ser quem eu hoje sou.

- A primeira revista em quadrinhos que eu li era do meu tio. Era uma edição de “Heróis da TV” com o Hulk, que começava com ele saindo de dentro de uma espécie de lago e eu li isso na casa da minha avó materna, quando ainda morava no Rio.

- O primeiro disco que eu ouvi sozinho era do meu tio, “Os grãos”, dos Paralamas.

- A pessoa que mais se orgulhava de mim, na face da Terra, era meu tio. Não que meus pais não tenham orgulho de mim, mas eles têm imperativos biológicos que os obrigam a isso, então é um outro caso. Meu tio sempre me apresentava para as pessoas como “o meu sobrinho jornalista. Esse garoto escreve pra caralho!”. Não que isso fosse impressionar ninguém, ou mesmo que fosse verdade, mas era a forma dele de mostrar que tinha orgulho de mim pelas coisas que eu gosto de fazer. E também uma das poucas formas de elogio que realmente me deixam feliz.

- Meu tio me emprestou “Christine”, do Stephen King.

- Meu tio, mesmo doente, já com problemas sérios em relação a bebida, construiu um sistema de alarmes para a própria casa usando sobras de fios e pedaços de um rádio. Eu disse pra ele que ele estava virando o Mcgyver e ele disse que o Mcgyver usaria bem menos fio.

- Meu tio era a síntese do cool em um ambiente extremamente uncool. Mesmo morando na periferia da baixada fluminense ele conseguia ser fã de Arquivo X, saber quem era John Byrne e discutir Watchmen comigo. Na verdade ele conseguia conversar sobre qualquer coisa. Eu, com internet e fazendo faculdade de comunicação, ficava pra trás numa discussão com meu tio que só via a primeira página dos jornais e trabalhava como frentista. Muito pra trás.

Isso são apenas pedaços, cacos mal escolhidos. Eu não vou conseguir resumir meu tio ou o que ele fez por mim em tópicos ou coisas do tipo. Possivelmente ele foi uma peça fundamental no fato de que eu seja quem sou, tenha os gostos que tenho e queira fazer as coisas que quero.  Sem ele eu tenho uma pessoa a menos pra quem mostrar as coisas que eu conseguir e uma pessoa a menos que acredita que eu posso conseguir grandes coisas. Acho que perdi de uma vez só um tio, um irmão mais velho e um amigo. Mas espero algum dia, conseguir as “coisas grandes” que ele esperava de mim. Pra que, se realmente existir algum lugar além desse aqui, ele possa, conversando com alguém, apontar lá de cima pra mim e dizer “aquele é o meu sobrinho jornalista. E o garoto realmente escreve pra caralho!”.

Até mais, tio.

(Espero, sinceramente, não voltar a falar sério nesse blog tão cedo. Por isso o próximo post será alguma forma bem pueril de humor pra que eu tente voltar ao normal)

Baseado (novamente) em um post da Elisa

Como eu já comentei aqui no blog, eu atualmente trabalho num banco. Para ser mais específico, eu trabalho no setor de abertura de contas, onde eu verifico dados dos clientes, jogo no sistema e crio a conta, passando os dados necessários para o setor responsável. Esse é o tipo da função que exige um funcionário atento, para que nenhum detalhe ou dado incorreto passe despercebido (uma tentativa de fraude, por exemplo); comunicativo, para conseguir lidar com um fluxo grande de público e oferecer a cada cliente o que ele precisa; e que conheça a estrutura do banco, já que, por se tratar de um setor de atendimento primário, varias vezes é necessário repassar o cliente para outro funcionário, e para que esse repasse seja feito de forma correta, é preciso que a pessoa conheça quem é quem dentro da agência.

Agora vamos pensar um pouco: atento, comunicativo, conhecedor da estrutura do banco…isso te faz pensar em alguém? Bem, é possível que tenha feito, mas com certeza não foi em mim. Eu sou naturalmente disperso (“como assim a tartaruga fugiu? ela estava bem aqui!”), tímido (“…”) e sei tanto de bancos quanto sei de arquitetura cigana (até a porta giratória me confunde). Isso por si só já seria um…problema…pra que eu trabalhasse num banco, certo? Mas, claro, não é só isso. Ainda existem mais problemas. Um deles é que eu preciso vender certos produtos, tenho uma cota mensal de vendas. Esses produtos são seguros, títulos de capitalização, coisas desse tipo. E bem, eu sou um péssimo vendedor…Primeiro pela minha falta de assertividade, já comentada por aqui, depois pela minha incapacidade de vender algo que eu não conheço e não acredito (na verdade eu só poderia vender revistas em quadrinhos, partindo dessa lógica) e o nível “pequeno” de pressão por resultados. Sabe quando seu pedido atrasa no Macdonalds e alguém grita lá pra dentro que tem que sair um Cheddar “AGORA” ? Bem, a coisa funciona basicamente assim lá no banco.

E claro, tem o fator emocional. As pessoas lá não gostam de mim. Não, não estou me fazendo de vítima e nem esperava que todo mundo me adorasse, mas com o tempo eu fui notando que não, não gostam mesmo de mim. Não se trata de sempre me mandarem procurar as pessoas que estão de férias do banco pra pegar alguma informação, nem de me passarem os casos mais escabrosos (“ah, seu talão foi roubado por mafiosos russos cross dressers que exigem que um funcionário vá até Moscou de sunga usando uma tiara da Hello Kitty pra entregar os cheques de volta? Vai ali na mesa do João que ele resolve!”), ou mesmo de que todo mundo quebra o galho de todo mundo e o meu eu tenho que quebrar sozinho, nada disso. Isso eu aceitaria tranqüilamente, sério, eu entendo que o funcionário novo demora pra se enturmar. Mas acho totalmente desnecessário que todos saiam da copa quando eu chego ou que os seguranças fiquem travando a porta giratória quando eu entro só pra me zoar. Isso é infantil. Engraçado pra caramba e eu possivelmente faria o mesmo, claro, mas é infantil.

Por isso fica cada vez mais complicado manter a motivação. O trabalho já não é um sonho (sério, houve uma época em que eu ia achar muuuito legal ter três carimbos, mas essa época passou antes que meus dentes de leite caíssem todos), as pessoas realmente não parecem ir com a minha cara (exceto o pessoal da limpeza que, justiça seja feita, me trata muito bem. Mas poderiam parar de bater com a vassoura em mim quando passam pela minha mesa, seria uma boa), e eu já sou uma pessoa naturalmente desmotivada para atividades burocráticas, então a coisa se complica. Claro, existe a grana, que não é muita, mas é razoável e me deixou comprar meu notebook (e o venonzinho) e existe o fato de serem só seis horas por dia (ainda que todo dia eu tenha que sair escondido pra não ser “convidado” a fazer horas extras), o que me deixa com um tempo livre razoável pra fazer as coisas de que eu gosto, e me permite não ficar nervoso demais com o trabalho, mas a vida de bancário começa a me dar nos nervos.

Mas é apenas temporário e eu acho que vou sobreviver sem danos graves e sem começar a fazer como um funcionário de uma agência de uma cidade vizinha que está sempre murmurando frases como “hoje é um bom dia para morrer” e “gostaria que esse banco pegasse fogo”. É, acho que não vou ficar assim. Por falta de tempo, claro. Mas de qualquer maneira, se alguém quiser comprar um título de capitalização ou um seguro “AGORA”, é só me avisar. Iria me ajudar muito…

Atualização: Consegui vender meu primeiro título de capitalização. Minha chefe me criticou por ter demorado tanto.

Atualização 2: Minha chefe me cobrou mais vendas. 5 minutos depois da primeira.

Atualização 3: Minha chefe disse que eu sou relapso, desinteressado, não me esforço, não sei me vestir, me portar e que ela está muito decepcionada comigo. Ainda estou tentando me lembrar quando eu e ela namoramos…

Atualização 4: Minha chefe, na véspera do feriado, disse que espera que eu não passe do período de experiência (que termina no começo de maio) e que meu contrato não seja renovado. Eu disse que espero que ela tenha uma boa páscoa também…

Bem, depois do último post e do comentário do Thiago de que eu estou “procurando Amy”, eu admito que fiquei me sentindo meio mal. Mas o post não é sobre isso, claro que não. Eu sou maduro o bastante para não escrever nada no blog sobre o fato de ter passado a noite de ontem sentado assistindo “Chasing Amy” e tomando sorvete enquanto tive a crise de remorso número 785 por ter terminado meu namoro. Também não vou, obviamente, mencionar que fiquei deitado ouvindo Travis até de madrugada. Nem, nunca, eu não sou o tipo de cara que escreve isso num blog. Afinal, esse é um blog solteiro, feliz e disponível pra negócio. Ok, um pouco menos, mas não vamos mais falar nisso… Na verdade esse post é para tratar de outro comentário do post anterior, sobre minha recém-iniciada coleção de mascotes. Decidi então, para acabar com essa vibe depressiva que tomou conta do JWuiB, apresentar aqui meus dois mascotes oficiais nessa jornada solitária em Viçosa.

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Amélie Poulain, a rinoceronta (ex-parmalat) de pelúcia

Origem: Estava eu no carnaval de Visconde do Rio Branco junto com meu amigo Paulinho “Parmalat” quando ele encontra com duas garotas segurando um bichinho da parmalat, um rinoceronte, no caso. Paulinho pega o bichinho e vai embora, depois de cumprimentar as garotas.Eu, claro, achei que ele conhecia as meninas. Mas ele não conhecia, o que, desconfio, torna isso que ele fez ilegal… Alguns dias depois, na hora de voltar para casa, descubro que algum bêbado escondeu o bichinho no meio das minhas coisas e acabo trazendo o coitado para cá. Chegando aqui em Viçosa a moça que limpa o meu apartamento conclui que é uma “rinoceronta”, e não me dá nenhum tipo de explicação racional para essa constatação. Eu, já chocado com tantas atitudes sem sentido, apenas aceito e batizo a criatura com o nome de uma das minhas personagens favoritas do cinema. A caixinha de leite foi extraviada durante a viagem.

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Venonzinho, o simbionte alienígena maligno de pelúcia

Origem: Estou eu passando perto de uma loja de brinquedos em Juiz de Fora quando vejo na vitrine versões em pelúcia dos vilões do Homem-Aranha. A partir daí o desfecho é óbvio para qualquer um, incluindo a parte em que eu corrijo a pronúncia da vendedora para o nome do personagem e faço alguns breves comentários sobre o terceiro filme da franquia, que ela achou muito bom mas eu considerei bem fraco em termos de roteiro. E, claro, ainda consegui um desconto de 5 reais depois de explicar o final de “Watchmen” pra ela…