Book Review #2

Agosto 26, 2008

Tarja Preta

Coletânea de Contos

Publicado em 2005

Cotação 4/8

Bem, como todos sabem existem várias coletâneas temáticas de contos. Na verdade eu não consigo pensar em muitas agora, assim de cabeça, mas eu imagino que devam existir… “Tarja Preta” é uma delas e fala basicamente sobre as drogas medicamentais mais pesadas, ou seja, os remédios de “tarja preta”, e suas implicações e funções na vida das pessoas. Lançada em 2005 ela mistura autores que podemos considerar “pops” como os roteiristas Adriana Falcão e Jorge Furtado, com autores respeitados nas rodinhas, como Luiz Rufatto e Márcia Denser, além do inclassificável (seja isso bom ou ruim) Jorge Mautner. Ah, e tem o Pedro Bial também (“Mas como assim, Bial?”).

O primeiro conto “Frontal com Fanta”, de Jorge Furtado, conta a história de um jovem que já na pré-adolescência começa a usar remédios tranqüilizantes e descobre a sensação de ficar invisível. O personagem é acompanhado durante internações, pirações,mistura de remédios com refrigerante de laranja e seu período em uma clínica de recuperação onde (*clichê mode on*) ele descobre o amor. Uma história simples, bem contada por Furtado, sem maiores pretensões, com alguns bons momentos, principalmente durante os surtos de “invisibilidade”.

“Serial Killer” de Adriana Falcão é provavelmente o melhor conto do livro, com uma discussão entre uma mulher que abusa de remédios, álcool e drogas, e seu cérebro, que paga o pato por cada problema e sofrimento da dona, com a morte de milhões de neurônios a cada surto depressivo ou briga com o ex. A autora consegue pegar um assunto que tem tudo para soar depressivo/mala e transformar em um texto leve, divertido e que acaba exatamente na hora certa. Me deu vontade de ler “A Máquina”, pra saber se ela escreve sempre assim.

Já o conto de Luiz Ruffato, “Sem Remédio”, se tornou realmente um marco pra mim em termos de literatura. Afinal, pela primeira vez na minha vida eu desisti de ler um conto depois de apenas 13 linhas. Sim, eu, que ainda que não seja um leitor criterioso, sou um leitor paciente, consegui ficar de saco totalmente cheio da história em menos de 15 linhas, um novo recorde para alguém que se divertiu lendo “A Cidade e as Serras” e acha “A Montanha Mágica” um livro emocionante (e porra, é mesmo, Hans Castorp é o cara!). Me deu vontade de ler “O Mundo inimigo” para descobrir se ele escreve sempre assim, e se ele escrever, nunca mais ler nada escrito por ele.

Isa Pessôa, a estreante do livro com “A Noite”, apresenta a história de uma editora de fofocas num jornal carioca que, após uma perceber que não consegue se lembrar de nada do que aconteceu na noite anterior vai tentando reconstruir seus passos em busca dessas memórias, sendo isso o gatilho para que ela relembre de vários outros momentos da sua vida. Se não for o melhor conto que você vai ler na sua vida, pelo menos é algo capaz de prender a sua atenção e te fazer sentir algum interesse real pela personagem. Ou seja, vamos dizer que é “legal”, e isso hoje em dia é muita coisa.

E aí vem o Bial, com “Dondon Experiência”, um conto envolvendo futebol de botão e marcas de remédios. O mais curto do livro, mostra um lado do autor/jornalista/apresentador/fanfarrão/narrador de clipe de auto-ajuda que eu nunca pensei que existisse: um lado bom. Uma boa história, bem contada, e pô, fala sobre futebol de botão, tem como não gostar?

“O Quinto Elemento”, de Márcia Denser, parece mais um trabalho memorialista do que um conto propriamente dito. Ou não. Se foca em um período específico da carreira da autora (ou não), quando ela tentou abandonar seu emprego para se dedicar totalmente à literatura. Ou não. O que, se você pensar que quase todos os grandes escritores clássicos eram ricos ou funcionários públicos, evidentemente não era uma boa idéia. (Ou era). E bem, ela descobriu isso. Denser é uma das escritoras clássicas da renovação setentista/oitentista da literatura nacional e, ainda que o tempo tenha passado, é uma mulher a ser lida. Ah, e tem umas anfetaminas ao fundo pra justificar a inclusão do conto no livro.

E o que dizer de Jorge Mautner? O seu “A Química da Ressurreição” é um exemplo clássico da literatura mautneriana: você basicamente fica o tempo todo sem entender nada. Eu sinceramente não sei quando ele está sendo irônico ou falando sério, não sei quando ele está escandalizado ou emocionado, eu apenas e simplesmente não entendo o homem. Exemplo: “O par de namorados enamorados que não se cansavam de ouvir a canção de Carlinhos Brown que tem os azuis de todos os blues maracatus na voz e que tem esta frase: “A namorada tem namoradao enamorado!”. Ele está brincando? Ele está falando sério? Eu sou burro demais pra notar a diferença? Eu devia ter fumado um antes de ler? (Bem, fumar eu não vou, tenho medo de ficar “despersonalizado”).

No todo, a coletânea tem seu valor, apesar de algumas inclusões “forçadas” como a de Márcia Denser e do meu momento de emoção com Luiz Ruffato. Recomendável, principalmente se você puder ler o conto do Mautner e me explicar aonde ele queria chegar com aquilo.

Releases de mim mesmo

Agosto 22, 2008

Como eu já disse nos tempos do Lacunas eu participo (ainda que agora com menos freqüência) de um fórum chamado Farra (Fórum de Agrupamento dos Revolucionários da Rapadura Açucarada), que publica uma revista virtual chamada Farrazine. E nessa revista eu fiz algumas participações ocasionais revelando os aspectos mais nerds da minha produção literária (soou profissional agora, não?Coool!). Então, como boa parte de vocês realmente tem um alto nível de paciência pra ler as coisas que escrevo e o zine é um trabalho que merece ser divulgado, resolvi linkar aqui todas as edições já lançadas, pra quem tiver interesse de baixar e dar uma conferida.

Farrazine 1: Edição de estréia. Da qual eu na participei. Se forem baixar, baixem por último. Ok, brincadeira, a edição é excelente. Mas baixem por último.

Farrazine 2: Um conto meu (“O primeiro e último dia de condicional de Jason W.”) e a primeira parte de um artigo especial que eu fiz chamado “Todo poder aos nerds”. Além disso também tem quadrinhos, cinema, música, história da arte seqüencial, fanfics, “O Menino Rato” (uma história curta e com arte sensacional feita pelo Snuck Binds) e uma boa explicação paro o fato do Super-Homem usar a cueca por cima da calça.

Farrazine 3: Outro artigo meu, dessa vez sobre a vida pessoal do Homem-Aranha (totalmente “nerds only”, mas interessante pra quem conhece alguma coisa sobre o personagem) e a segunda parte de “Todo Poder aos Nerds”. E também Fritz Lang, Dylan Dog, cinema e quadrinhos, Guitar Hero, música durante a ditadura, Napalm (uma história em quadrinhos sobre o Vietnam feita a oito mãos por Snuck, Dias, Rdelton e Diangello) contos, tiras, fábulas e Chuck Norris. E não pergunte o porque do Chuck Norris.

Farrazine 4: A parte final de “Todo poder aos nerds” (ainda bem) e ainda tem Macgyver, técnicas de gerenciamento para reinos das trevas, faroeste com Jerusalem Jones, Watchmen, o Menino Maluquinho encontrando Calvin e Haroldo e a nossa teoria de que Paul está morto. E cara, o George e o John também, sabia?

Farrazine 5: Maaais um artigo sobre o Homem-Aranha. E claro, mais Paul morto, entrevista com Emir Ribeiro (um dos grandes dos quadrinhos nacionais), contos, mortos-vivos, Taxi Driver, video-games, terror, e uma história do Urubu, escrita pelo Vino e desenhada pelo Diangello. Destaque pro fato de que o projeto deu tão certo que vai em breve ser publicado por uma editora. Sim, editora de verdade com papel de verdade.

Farrazine 6: Dessa vez minha participação foi no “Dossiê Farra”, explicando porque o Batman não é gay. E também temos quadrinhos e filosofia, entrevista com Marcelo Campos (desenhista brasileiro que ganhou o mundo e desenhou pras grandes editoras americanas), Homem de Ferro e cachaça, um último chute no caixão do Paul, Johnny Cash, Will Eisner, John Ford e mais quadrinhos.

E claro, se é pra fazer promoção pessoal, tenho que agradecer ao Thiago F.C., amigo, leitor e ex-técnico, pela publicação de uma crônica escrita por mim, sobre as olimpíadas, na Tribuna do Cricaré, jornal de lá do Espírito Santo, além da força ao ler boa parte dos contos do que eu planejo que seja o meu primeiro livro. Ele, claro, alimentou meu ego-bonsai e agora vai ter que me aguentar querendo ser colunista de jornal. Um grande obrigado, cara.

Movie Review #3

Agosto 17, 2008

O Incrível Hulk

Cotação 4,5/8

O primeiro filme do Hulk não era um “filme do Hulk”. Era um filme do Ang Lee sobre o Hulk, o que é uma coisa totalmente diferente. É como se chamássemos Quentin Tarantino para dirigir um filme do Justiceiro. Seria um baita filme? Provavelmente. Mas não seria um “filme do Justiceiro”, seria um filme do Tarantino. Ang Lee fez um filme sensível, criativo, reflexivo…e que era uma droga. Por isso a intenção da Marvel Studios com esse novo filme do Hulk era basicamente ignorar o filme anterior e começar novamente a franquia, do jeito que ela “deveria ser”.

A primeira escolha acertada foi a de Edward Norton. O ator não só encampou a produção, atuando, produzindo e reescrevendo o roteiro, como deu asas para toda a sua nerdice interior, se tornando Bruce Banner e ajudando a criar um filme baseado não só nos quadrinhos, mas principalmente na antiga série televisiva . Outra boa escolha foi a de Louis Leterrier, o diretor de “Carga Explosiva”, para comandar o filme. Isso garantiria menos sensibilidade e mais explosões, bombas, coisas voando, coisas explodindo e voando, e bombas voadoras explodindo. E o terceiro fator foi a intenção da Marvel de criar um universo coeso nos cinemas, unindo e vinculando as tramas de seus filmes, como ficou claro também no filme do Homem de Ferro.

Temos então um excelente filme? Menos, bem menos…O filme começa com Bruce Banner morando na Rocinha (?!) e trabalhando em uma fábrica de sucos (?!²) enquanto busca a cura para seu problema, um pequeno problema verdade chamado Hulk. Temos então uma breve recapitulação da história do Hulk, com sua origem ligada, assim como no primeiro filme, a um experimento bioquímico (e não atômico, como nos quadrinhos) e sem toda aquela história de pai cientista maluco e cachorros mutantes bizarros, e sua fuga ao redor do mundo desde então.

Porém, então, entretanto, um dia Bruce deixa cair uma gota de seu sangue em uma garrafa do suco (?!) produzido na fábrica onde trabalha como faxineiro-técnico eletricista (?!³) e isso é rapidamente (?!¹²) descoberto pelo General Ross, pai da ex-namorada de Bruce e responsável pela experiência na qual Bruce sofreu seu acidente. Começa então a caçada pelo cientista dentro da favela, capitaneada por Emil Blonski, um militar especialista em localizar pessoas, interpretado pelo sempre esquisito Tim Roth. Eles, é claro, tomam uma bifa, afinal, gringo subindo o morro acaba se dando mal com ou sem Hulk. Bruce se decide então a ir até os “US and A” em busca de mais dados para sua pesquisa por uma cura.

Chegando lá ele encontra não só os dados, como também sua ex, Betty Ross (aaaahhhh, Liv Tyler…Ahhhhhh….), e o novo namorado descartável dela, o psiquiatra Leonard Samson. Mas deixa pra lá, ninguém se importa com ele mesmo. A caçada se torna então mais intensa, principalmente quando uma versão do soro do supersoldado (sim, aquele que criou o Capitão América) modificada com radiação gama (sim, a radiação que ajudou a criar o Hulk) é injetada em Emil Blonski, que se torna o Abominável. Conseguirá Bruce Banner se livrar de sua maldição? Ele aprenderá a controlar o Hulk em prol de um bem maior? Usará Liv Tyler mais roupas com decote? Conseguirei eu uma garrafinha do suco feito pelo Dr. Banner?

O filme consegue manter um bom ritmo, com ação intensa e excelentes atuações, principalmente de Norton e Roth, mas fica claro, em vários momentos, que o plano do roteirista e do diretor era um filme maior, que faltam algumas peças, que alguma coisa na montagem não saiu exatamente como se esperava. Empolga? Sim, mas não tanto quanto poderia, ainda que seja bem melhor do que muitos de nós esperávamos que fosse. Mas pavimentou o caminho para o início de uma franquia que pode se desenvolver com sucesso. E pelo menos nesse filme “Hulk Esmaga!”, o que é um ótimo começo. Mas continuo esperando o filme do Homem-Formiga…

P.S: Muito boa a aparição de Tony Stark ao final do filme, oferecendo uma solução para o “problema Hulk”. Cada vez fica mais claro que teremos um sensacional filme dos Vingadores por aí, além da certeza de que Robert Downey Jr. conseguiu empatar com Cristian Bale na lista dos caras fodões dos filmes baseados em quadrinhos. Até, é claro, sair “Watchmen”. In Homem-Coruja I trust!

P.S.2: Sempre comovente a forma como o exército americano é retratado, assim como seu respeito pelos direitos civis. Afinal, eles invadem território estrangeiro dando tiros como se distribuíssem doces, levam tanques de guerra e armas sônicas para um campus universitário, e pra colocar a cerejinha no bolo, destroem Nova York (na verdade o Harlem) sem pensar duas vezes, com direito a mísseis em prédio aparentemente abandonados (mas aparências enganam, eu sei) e coisas do tipo. É aquela coisa “Join the army. Meet interesting people. Kill them.”, como diria o Steven Wright.

Ele precisava compor uma música. Uma música romântica, no caso. Uma balada, daquelas emocionantes, como as que essas bandas de metal lançam, todo mundo ouve e depois a banda fica arrependida porque a imagem de grupinho meloso acaba arruinando todo o conceito metaleiro que eles tinham. Mas não saía nada. Quer dizer, na verdade saía sim. Ele se sentava, pegava o violão, papel, caneta, e em cinco minutos tinha composto duas músicas do CPM 22. Era quase assustadora a facilidade com que as palavras surgiam, sempre rimando “alguém” com “também” e “perder” com “você”. Mas ele queria uma coisa diferente, uma coisa legal. Afinal, a Taís merecia.

Analisando mais friamente, na cabeça dele Taís merecia tudo. Não era por ser o primeiro, mas era o melhor namoro de todos: a garota mais linda da série, tinha um Play 3 em casa e, em dois meses, ele já tinha tocado nos peitos dela por debaixo do soutien! Pra um cara que até 3 meses atrás não tinha beijado ninguém, aquilo era sensacional. Era uma clara promessa de que, com sorte, antes do final do ano ele teria realizado dois sonhos, o de transar e fechar God of War antes da galera. E tudo isso com 15 anos.

Mas que música era boa o bastante? Aquele era o festival de final de ano da escola e ele queria fazer uma surpresa, queria dar uma música de presente pra Taís. Estava sentado a horas e não conseguia escrever nada que não soasse emo, gay ou emo e gay. Pensou em como os caras do Pink Floyd tinham feito pra compôr “How I wish you were here” e quase sentiu vontade de montar uma banda pra que um integrante pudesse sair e ele tivesse inspiração pra uma música legal como aquela. Mas não vinha nada. Depois de uma tarde inteira trancado no quarto conseguiu alguma coisa. Rimava Taís com feliz? Sim, mas ainda tinha uma certa graça, uma certa coisa que estava mais pra Los Hermanos e Paralamas num dia ruim do que pra Fresno num dia bom. Em suma, era uma droga, mas era o que ele tinha. E a graça era o presente, não a qualidade.

Estava feliz, a música pronta, pensou em aproveitar que a namorada não estava em casa pra jogar um pouco de Play3 com o irmão dela. O garoto era mala mas tudo bem, ele tinha 13. Todo mundo é mala com 13.

Chegou, cumprimentou o porteiro e entrou no condomínio. Foi caminhando, passou pelo playground e decidiu dar uma olhada na piscina antes de ir, provavelmente o Alex ia estar por lá e eles subiam juntos. Mas ele não estava. Na verdade a própria Taís estava lá, se pegando com o Rogério, um cara do segundo ano. E que provavelmente já tinha fechado God of War.

Andou até em casa meio sem rumo, pegou o violão e ficou sentado na cama. Ficou assim até pegar no sono e acordou no dia seguinte com a cara toda amassada, além de uma grande dor nas costas. Tomou um banho e saiu pro colégio. Era o dia do festival e ele ainda estava dormindo quando a professora mandou subir no palco e deu o violão na mão dele. Sentou, olhou para aquela semi-multidão composta por praticamente todo do colégio e antes de dar a primeira palhetada conseguiu notar Taís na platéia. Fixou o corpo, olhou pra frente e começou com “yesterday, all my troubles seemed so far away”…

Era um clichê, mas ele achou que tinha o direito. Foi então que veio a lata de coca-cola, de lá do fundo, meio cheia, na cabeça dele. Caiu desacordado, com um talho enorme na testa. Ninguém mais gosta de um clássico hoje em dia. E todo mundo se considera crítico…

Duas semanas mais tarde ele se juntou com Alex, irmão da Taís, e montou um grupo emo.

Pelo Orkut

Agosto 6, 2008

“Is she really going out with him?
Is she really gonna take him home tonight?
Is she really going out with him?
‘Cause if my eyes don’t deceive me,
There’s something going wrong around here”

Sugar Ray, “Is she really going out with him?”

Eu desconfio que eu nunca tinha entendido realmente as mudanças que a comunicação via internet trouxeram pra vida humana e como isso afetou as nossas relações interpessoais até domingo, por volta das duas e pouca da manhã. Não que eu não use o MSN (apesar de que…eu não uso mais…), ou não tenha estudado isso em várias aulas na faculdade, mas acho que nada havia me preparado pra isso. Sim, o inevitável aconteceu, como já deve ter dado pra perceber pela citação do tio Woody (quase um pressentimento): fui chutado via depoimento do orkut.

Não um chute no sentido clássico, já que não era um namoro. Foi mais um “olha, não rola mais” vindo de uma pessoa com quem eu fiquei (poucas vezes) e queria continuar ficando. Mas como dizia um amigo, o homem planeja e Deus ri. E te manda um “bwahahahahahah!” por scrap, no orkut.

Bem, ainda que esteja levemente chateado, tenho que admitir: é prático. Afinal, evita escândalos, não dá margem pra discussão (ok, você pode replicar, mas quem garante que ela vai ler, hein?) e evita um aumento na conta de telefone (essas discussões podem ser longas…). Claro, tem o lado ruim de ser meio impessoal, a complicação de que você pode estar numa sala com mais gente e o fato de que te pega meio de surpresa, por ser na página inicial (“olha, que legal, ela me escreveu um depoimento! Vamos ler…”sempre fomos amigos mas eu conheci alguém e…” é, acho que esse não vai dar pra aceitar…”). Mas eu acho que podia ser pior, afinal, existem os buddypokes. Caaaara, eu odeio buddypokes.

Allenianas

Agosto 3, 2008

“Amar é sofrer. Para evitar sofrimento, não se deve amar. Mas então se sofre por não amar. Sendo assim, amar é sofrer, não amar é sofrer, sofrer é sofrer. Estar feliz é amar, estar feliz então é sofrer, mas sofrer traz infelicidade, então para estar infeliz alguém deve amar, ou amar para sofrer ou sofrer por estar feliz demais- Espero que você esteja anotando tudo isso.”

Fala do tio Woody em “Love and Death”, de 1975, que eu assisti uma madrugada dessas. (A tradução está beeeem livre, porque eu estava caindo de sono…)